É difícil ver, muitas vezes, uma escola sem computadores. Mas o problema é que isso é frequente em muitas regiões do Brasil. A “Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Escolas Brasileiras”*, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), mostrou que apenas 4% das escolas públicas têm computador em sala. Para os estudantes que têm maior poder aquisitivo ou estudam em escolas públicas e podem contar com este recurso, é quase que uma bênção, a meu ver.

O estudo revelou que 92% das escolas têm internet – um número relativamente bom. Entretanto, 59% dos professores diz que não ensina os alunos a usar computador e internet. Talvez, seja até mesmo uma questão de incentivo por parte do governo.

Mas o bacana é ver notícias como esta:

Isso só mostra que a matemática, no caso, não precisa ser uma matéria maçante e chata para as crianças que não gostam da disciplina. Mas esse incentivo, acredito eu, que deve vir desde cedo por parte das escolas, mas também por parte do governo.

Muitas vezes, pais e até mesmo professores dizem ou exigem (no caso dos primeiros) que jovens fiquem longe das diversas tecnologias – tablets, e-readers, jogos eletrônicos etc. – enquanto estudam. Todavia, eu apoio a fala proferida por David Thornburg*, consultor americano em tecnologia e educação: “O ponto principal é que deve haver regras sobre o que é apropriado e o que não é apropriado. Por exemplo, se uma criança usa o celular de uma forma que não é apropriada, e continua usando mesmo após ser alertada, o celular pode ser recolhido. Aí, os pais têm que ir até a escola para retirar o aparelho”.

Em resumo, ter tecnologias que possam facilitar o aprendizado devem ser introduzidas de maneira efetiva em salas de aula. O problema é quanto a educação é transformada em diversão excessiva. Portanto, é necessário que as crianças e adolescentes tenham em mente que as novidades digitais devem vir para o aprendizado, dentro da escola. Além disso, o governo, mais que tudo, precisa dar melhores condições de ensino (melhores salários ao professores, por exemplo) para as escolas públicas.

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* Fonte: g1.com.br

Rodrigo Siguimura