Hei, promessa é dívida. Abaixo, em preto, o post original; em vermelho escuro, colocamos as novidades, como as respostas do especialista canadense Don Tapscott sobre a geração net (fonte: revista INFO Exame – abril de 2009). Também colocamos um vídeo com ele falando, mas cuidado! Tem que ver até o fim; caso contrário, você pode entender errado o que ele quer dizer. A partir das respostas dele, o debate continua! Conto com vocês para uma nova leva de comentários.

Queria propor um trato com vocês, vamos ver se vocês topam.

Existem algumas perguntas que ficam martelando a nossa cabeça; às vezes, a gente pensa numa resposta y; às vezes, numa x… e assim vai, mas nenhuma convence completamente. Não sei se com vocês é assim. Quer ver uma pergunta difícil de reponder: diversidade cultural é legal, né? Deve ser sempre valorizada e respeitada, certo? Mas isso justifica algumas atrocidades (para os nossos padrões) ocorridas em lugares cujos valores culturais ainda condenam alguém a morrer apedrejado por causa de adultério, ou ainda mantêm um sistema de castas que impede a emancipação do indivíduo? Eu não tenho uma resposta absoluta pra uma questão como essa. Vocês têm? Tudo bem apedrejar alguém se isso faz parte da cultura de um povo?

Bem, mas não era bem sobre isso que eu queria falar (ainda! Futuros posts vão tocar nesse assunto). Eu queria falar do mundo digital e da chamada Geração net (que alguns conhecem por geração y ou ainda dosmillenials). Estou falando desse pessoal que já nasceu com um mouse na mão e um mp3 nas orelhas (você é dessa geração?). Quase todo mundo que estuda essa moçada diz que está havendo uma revolução.

Pois bem, aí é que surgem aquelas perguntas que sempre martelam minha cabeça. Pra minha surpresa, comprei uma revista na banca um dia desses (sim, eu não leio tudo na internet, os papéis ainda me fazem bem!) e tinha lá uma entrevista com o consultor e autor do recentíssimo Grown up digital: how the net generation is changing your world, o canadense Don Tapscott.

É agora que eu queria propor um trato:

Quatro perguntas me chamaram a atenção nessa entrevista, e eu vou colocá-las aqui pra vocês: mas eu só vou colocar as perguntas! Daí você comenta antes de saber as respostas do carinha que é especialista.Quando tivermos 10 comentários dos nossos leitores, eu coloco as respostas do Don Tapscott. Que tal?

As perguntas são essas aí embaixo. Eu tenho minhas ideias, mas não sou muito seguro das respostas. Vão me dizendo aí o que vocês acham:

1. Como a geração net está mudando o mundo?

Essa geração de jovens cresceu com acesso farto acesso à internet. Eu me considero um imigrante digital, eles são nativos. Pensam de forma diferente e agem de um jeito colaborativo naturalmente. Vivem em função de inovação, criatividade e customização. Estou convencido de que dentro dessa nova cultura está um novo jeito de trabalhar. Se ouvirmos esse pessoal, eles nos mostrarão como mudarmos nossas empresas – e para melhor.

2. É errado dizer que os gadgets (celular, ipod, mp3, palmtop etc) se transformaram nos grandes ídolos dessa geração?

Esses aparelhos são as chaves de acesso dos jovens para o mundo. Não são apenas aparelhos, são janelas para encontrar com os amigos, ouvir a música e consumir cultura pop. Os aparelhos são também ferramentas para o trabalho e para o aprendizado.

3. A geração net ameaça a sobrevivência dos jornais e da TV?

Os jornais e a TV precisam mudar radicalmente, pois a web é uma mídia muito melhor para distribuir notícias e conhecimento. Além disso, a internet permite que um cidadão normal passe da posição de receptor de informação para a de produtor de conteúdo. Todos podem colaborar em torno das notícias, fazer comentários e, dessa forma, mudar o mundo. O modelo de transmissão de mão única da televisão está se acabando, e o mesmo vale para os jornais.

4. O sistema educacional atual é velho demais para essa geração?

Sim, o modo tradicional de educação é inapropriado para eles. Ter alunos isolados em suas tarefas e um ambiente centrado apenas no professor, com uma aula igual para todos, não funciona mais. O papel do professor não deve ser o de um transmissor de informações. Hoje os garotos crescem colaborando entre si e precisam interagir. O modelo atual é errado, precisa mudar e não vejo uma força de transformação mais poderosa para isso do que a força dos próprios estudantes.

Vamos pensar juntos sobre isso. Não precisam responder que nem colégio, uma por uma (não vai ter nota, ahuahuahua). Façam seus comentários sobre o tema, só isso. Me ajudem; quando tivermos 10 comentários aqui no blog, eu dou as respostas do canadense e também coloco um videozinho com ele falando mais sobre essa geração.

Agora, o pequeno vídeo também prometido!

Abraços.