Pela aluna Sarah Madeira

Com o excesso de enfoque dado pela mídia à tecnologia e Às redes sociais (envolvendo principalmente a faixa etária jovem) estes tem efetuado a demanda cada vez maior às inovações que surgem a todo instante. Ao ascender-se o telefone celular, adolescentes e jovens têm se privado das relações humanas na esfera social e se remetendo ao individualismo num processo gradativo.

É presente a necessidade de ser inserido nas redes para tornar-se incluído socialmente – é o que a TV e os meios de comunicativos pregam. Entretanto, o que ocorre é o contrário: jovens se incluem no âmbito digital mas perdem a capacidade de diálogo e contato com o real e palpável. Amigos se tornaram superficiais fazem-se importantes aqueles que mal se conhecem e os que estão próximos são substituídos e/ou deixados de lado, levando-os a recorrer, também, às redes sociais, resultando num ciclo vicioso.

A família, por sua vez, ganha cada vez menos atenção e tem sido trocada – esta já é a realidade de muitos brasileir5os, creio: um horário de refeição que representam a união familiar toma um sentido totalmente oposto, onde cada um tem sua posição distante dos demais, exilando-se no próprio pensamento guiado pelo que ditam as redes.

O futuro dos jovens vê-se comprometido parcialmente pelo individualismo. A inserção no mercado de trabalho se tornará penosa pela necessidade do diálogo e cooperação e a capacidade cognitiva de tomar decisões de curto prazo é diminuída devido ao costume de poder sempre meditar nas palavras antes de postá-la no Twitter ou no Facebook.

A esfera social muitas vezes não é diferida da digital –  ela tem sido confundida e deixada de lado com a universalização do celular. A renúncia às relações concretas e ao diálogo familiar salubre faz da juventude insensível. A exclusão resultante não é apenas de si mesmo e sim do todo – tornando-o invisível e irrelevante para a construção do ‘eu’.

*As redações publicadas nesta sessão fazem parte de um processo de reflexão proposto aos alunos pelos professores Caio e Daniel, de Língua Portuguesa do 9º ano. Após a leitura de algumas reportagens e artigos que tratavam da exposição do jovem na internet e redes sociais, os adolescentes debateram e discutiram em sala as consequências da emergência de uma nova cultura que encontra no ciberespaço um ambiente constituidor de identidades e formas de ação no mundo. Após todo o processo de leitura, debates e troca de ideias, eles foram convidados a sistematizar as conclusões pessoais na forma de um texto argumentativo.

Nas próximas semanas, todas as terças-feiras publicaremos alguns desses materiais, selecionados e indicados pelos professores de Língua Portuguesa com intuito de valorizar a escrita dos alunos e ampliar as possibilidades de diálogo com os leitores do blog Midiaeducação.