Muito se fala em outras linguagens dentro do ensino: cinema (o texto do Alexandre, super bacana por sinal, pode ser acessado aqui), notícias, mapas, gráficos, música…

A música acaba por trazer abordagens de acontecimentos políticos/sociais e chamam a atenção do aluno de um jeito diferente… Quem nunca ouviu um Chico Buarque para abordar a ditadura? Quem nunca ouviu “Pela Internet” de Gilberto Gil para abordar a mudança de “espaço-tempo”? *se você respondeu “eu” para alguma dessas perguntas, vá ao youtube e corra atrás do prejuízo.

Sem dúvida a música ilustra e faz o aluno interagir de uma maneira mais imediata com os conteúdos. Mas e a música no dia a dia na sala? Eu sempre coloco música para os alunos copiarem o quadro. Às vezes escolho músicas que tenham ligação com o assunto (como quando coloquei Amadou et Mariam – para um álbum, ouça aqui – , ao falarmos do contexto de colonização na África) e outras vezes coloco coisas mais aleatórias.

Hoje, já passado o 1º Semestre e nos conhecendo melhor eu os deixo sugerir o que querem ouvir, e gente, é tanta coisa bacana (os alunos sabem que “se pedir porcaria eu não coloco”)! Os gostos são bem parecidos, mesmo entre os alunos do 8º ano do EF e os do 1º ano do EM.

E por qual motivo escrevo sobre isso? Para mostrar o que os nossos alunos, quanto têm liberdade, pedem pra ouvir em sala (salvo os que fazem graça, obviamente):

Legião Urbana

E, pasmem (no ótimo sentido):

Rafaela Pacheco Dalbem

É formada em Geografia pela UFPR e mestre em Geografia Física e Ordenamento do Território, pela Universidade de Coimbra – Portugal. É professora do 8º ano do Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio, no Colégio Medianeira.
Leia outros artigos dela aqui.