Entre gotículas congeladas de chuvisco (a Nestlé ainda vai querer inventar a chuva em pó e vender a preço de toró pro Sertão do Nordeste) e um ou outro floco desfiado e meio desorientado de neve nessa manhã gélida de terça, 23 de julho de 2013, na capital paranaense, lembrei-me – e como não poderia me lembrar? –  das sensações daquele 17 de julho de 1975.

Nove horas da manhã, literalmente pulei da cama para a vidraça e… era pequeno, mas  suficientemente informado de que aquilo que acontecia lá fora era neve de fato. Em questão de minutos, a grama do quintal de casa branqueou. Daqui a pouco era uma guerrinha de bola de neve. Mas, deixemos que alguns minutos de um velho e desbotado (não, não é propaganda de calça de jeans) de um filme caseiro de Super 8 (8mm) revele aquilo que vai para além das palavras.

Esse é o depoimento do ex-aluno e hoje professor do Colégio Medianeira, Francisco Carlos Rehme, o Chicho, sobre a neve do dia 23 de julho de 2013. Abaixo está o vídeo ao qual ele se refere.

Francisco Rehme (o Chicho)

É geógrafo, professor de Geografia do 6? ano do EF e da 3? do EM do Colégio Medianeira. Especialista em Geografia Física – Análise Ambiental pela UFPR e em Currículo e Prática Educativa (PUC-Rio), é mestre em Geografia, dentro da linha de pesquisa Dinâmicas das Paisagens (UFPR).
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